segunda-feira, 13 de maio de 2013

O meio termo

Três fatos que li este último final de semana me levaram a escrever aqui. Os três relacionados à questão da informação e relacionamento com a imprensa.

Reprodução

Primeiro, é muito elucidativa a entrevista que o nosso técnico Dunga concedeu à Zero Hora no último final de semana. Em vários pontos e por isso vale a pela ler. O que ele fala ultrapassa o âmbito do futebol e então temos a visão do Dunga de alguns aspectos da estrutura do Internacional como organização.

"O que tem de falar mais alto aqui é o Inter, não é o Dunga, o Carlos, o Pedro. O Inter tem de ser maior."

Confesso que quando do anúncio de sua vinda como treinador, fiquei receoso. Um pouco de vacina pelo histórico recente de pensamento mágico de se achar que a simples condição de idolatria pelo que se conquistou em campo seria suficiente para assumir a casamata. Outro tanto pelo histórico explosivo do nosso treinador, principalmente quando se tratava do relacionamento com a imprensa.

"Tem sempre um meio termo. Nem tudo o que falam é a verdade, tanto para o bem quanto para o mal."
"Não sou melhor ou pior. Sou só diferente." 

Pois o que se tem visto é um Dunga preparado. Eu temia que situações como àquela de se abaixar junto a um microfone de campo e soltar o famoso "Fizeram uma reunião na Federação... Pergunta para o Guerrinha!" fossem recorrentes, temia que fatos assim se sucedessem. Mas não: ele reconhece a própria falha do episódio e as coisas vem acontecendo dentro de uma normalidade. Claro, colabora o fato que o trabalho vem dando resultado. Há um Brasileiro pela frente e o que se espera é poder navegar por ele com tranquilidade, porém, sabemos, é uma competição dura e extensa e a possibilidade de a pressão aumentar é provável.

"Tudo é programado. Se vai dar certo ou não é outra coisa. Mas é tudo programado."

"Entre o que eu quero e acho que é bom e a realidade, tem muita diferença." 

Voltando à entrevista, chama atenção o espaço dedicado à questão da informação e relacionamento de imprensa. Dunga relata a questão que levou um dos assessores de imprensa a ser transferido do Futebol para outras funções, bem como o da demissão de outro assessor, gerando um certo desconforto entre os colegas jornalistas do outro lado do balcão. Fala do vídeo dos bastidores da decisão do Gauchão que o incomodou. Mostra que gosta de se manter atualizado e ter um relatório de clipping o esperando em sua mesa. Que quer assessor de imprensa fazendo o trabalho de... assessor de imprensa. Duro é definir onde começa e até onde vai o escopo dessa função. Entre o que Dunga quer, o que a diretoria a qual eles são subordinados quer ou mesmo o que os interlocutores na imprensa buscam e, por consequência o público como um todo, chegar a um meio termo.

"O torcedor tem de saber a verdade." 

Do que ele fala sobre a imprensa, tem a questão das críticas. Ele se sente perseguido. Em muitos casos deve ser verdade e em outros não. Sem entrar no caso particular do Dunga, parto para o segundo fato desse texto. Justamente a questão da perseguição da imprensa. Afinal, quem não conhece colorados convictos que na imprensa há um trabalho organizado, premeditado para desestabilizar o Inter e em benefício do rival? Eu não creio nisso. E por isso tive que rir ao ver um vídeo-paródia em que a mesma situação existe, mas do outro lado. Afinal: quem é perseguido? Até nisto rivalizamos.


Por fim, o terceiro fato. Um caso extremo de controle da informação. O Atlético Paranaense, que perdeu o título estadual para o Coritiba, mas jogando todo o campeonato com um time sub 23 e que rejeitou a cota de TV para transmitir seus jogos, chegou a um acordo com a emissora local para passar a final. O valor ao que parece era baixo mesmo se comparado por exemplo com o Gauchão, porém fala-se também lá no Paraná que poderia ser uma resposta a reportagens do jornal do mesmo grupo que questionavam as obras da Arena da Baixada para a Copa (e que receberam dinheiro público).

Durante todo o campeonato, os torcedores do Furacão acompanharam seu time via TV CAP e Rádio CAP. E, se dependesse da diretoria, só por lá, pois o acesso de setoristas, entrevistas e afins estava restrito.  Uma condição que levou o controle de informação do Atlético-PR ser comparado ao da Coreia do Norte, aquela que não podia passar os jogos de sua seleção na Copa do Mundo ao vivo e que vem informando sua população sobre energia e armas nucleares, relação com a Coreia do Sul e EUA somente pela versão oficial do governo. É salutar para o torcedor deste time ter acesso às informações do clube somente pela versão institucional de sua diretoria (política)?

Ela acha que sim, eu acho que não.

Que os clubes devem potencializar, valorizar seus meios próprios de comunicação é certo. Porém isso não é equivalente a cercear o trabalho da imprensa. Que a atuação da imprensa por vezes desestabiliza um clube é notório, porém isso vai longe de ações deliberadas para este fim. Como diz o Dunga, tem sempre um meio termo.

"Eu não sou contra a informação. Só acho que ela tem de ser dada no momento certo." 

Dunga é o autor das citações espalhadas ao longo de todo o post.




Alvaro Bueno 
Sócio colorado número 068896.00, eleito conselheiro em 2012. Graduado em Relações Públicas e Jornalismo com MBA em Jornalismo Empresarial, é sócio-diretor de uma agência de assessoria de imprensa e auditoria de imagem. 

Twitter: @alvarobueno
Facebook: alvarobueno 


"O povo fez o Inter!"

quarta-feira, 8 de maio de 2013

UM FEITO RELEVANTE, obrigado tri campeão 2013

Rumo ao enea... 

Em 2012 escrevi um pequeno texto registrado aqui no blog Convergente, sobre o campeonato gaúcho. No ano passado os temas eram os mesmos de hoje: rentabilidade do campeonato, calendário, etc. Nosso Inter disputava a LA12 tal qual este ano disputa o Portoalegrense. E fomos bicampeões.

O Gauchão pode ter vários defeitos, entretanto como repetiu nosso capitão D'Alessandro o campeonato só é ruim para quem o perde.

Ninguém apaga a festa de ontem e a flauta corre solta no máximo até amanhã. Passam rápidas as comemorações. O que custa a passar é um ano inteiro na segunda.

Do campeonato gaúcho de 2013 fica registrado na história o FEITO RELEVANTE consagrado no nosso hino. Um tricampeonato com o time colorado jogando TODAS as partidas fora de casa.

Digam o que quiserem o Gauchão deste ano está inscrito na história não pela forma que os secadores desejam ao discutir um lance bem anulado pelo árbitro. Diga-se de passagem que o time dos secadores não jogava contra o nosso Colorado. A taça definitiva do Gauchão veio com determinação e futebol. Conquistas legítimas não se faz com arrogância e prepotência; se faz com trabalho e respeito à todos os adversários.

E para os mais jovens indico que busquem na história dos Gauchões a final de 1977.

Buscávamos o título de enea campeão que seria a conquista do nono campeonato seguido. No final do jogo o árbitro Agomar Martins, hoje cantor amador, apontou a penalidade máxima contra o Portoalegrense. O zagueiro Oberdan simplesmente peitou Agomar o empurrando para que a falta fosse marcada fora da grande área.

Porque eu lembro daquele grenal? Simples. Fomos escandalosamente roubados. Sei que ainda seremos ENEA CAMPEÕES. Nosso destino nós construímos. Por enquanto vamos curtir o TRI e aguardar o Tetra no próximo outono de 2014 quando até as folhas das árvores ficam avermelhadas.

Vitor Saydelles
Sócio colorado desde 1997, sob a matrícula nº 8970.00, é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, advogando desde 1986. Conselheiro do Sport Club Internacional.

“A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas”. Mario Quintana. 

Twitter: @vitorsaydelles

Pau na concorrência!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Gigante Para Sempre e o Gol Iluminado de 1975


As relíquias são objetos que  estimulam a memória. Podem ser históricas ou pessoais. No mundo  a memória histórica se faz com a preservação e exposição de objetos que lembram a cultura, religião, biologia, folclore, etc. Em Turim há o famoso Santo Sudário conceituado como o pano de linho que teria recoberto Cristo. Na famosa Praça Vermelha de Moscou  está preservado o corpo mumificado de Lenin. Portanto, até na fé da religião ou da ideologia política encontram-se relíquias.

No Futebol é a mesma coisa. Estão aí  os museus com taças, bolas, uniformes, flâmulas.

O Sport Club Internacional já tem seu museu e o Beira Rio, em que pese a reforma, ainda guarda suas relíquias.

Movido por uma incontida saudade bem como pelo dever de fiscalização, na belíssima manhã outonal do dia 13 de abril, fiz parte de uma delegação de conselheiros integrantes do Movimento Convergência Colorada em visita às obras do Gigante para Sempre.

O estádio  apresenta novos espaços.

Houve, finalmente, a união da Coréia com a Geral . Para quem frequentou estas duas áreas posso afirmar que o espírito colorado se mantém. Ainda que o estádio esteja em obras sua alma não sai dali e, mesmo num Beira Rio vazio, o Colorado que visita sua casa sente a  emoção  da paixão vermelha.

A história do Internacional é marcada por vários fatos marcantes.

Particularmente me lembro quando estava no estádio no dia 14 de dezembro de 1975, sob o já não existente Boné do Beira Rio,  quando Valdomiro  bateu a falta e, parado, como numa foto, Figueroa, cabeceou a bola fora do alcance do grande arqueiro Raul.

O um a zero que sagrou o campeão brasileiro de 1975.

O um a zero que colocou o Rio Grande do Sul no mapa e na história do futebol brasileiro cuja condução política e administrativa até os dias de hoje insiste em polarizar o futebol somente em RJ e SP, mas isto é outro tema.

Lembro do GOL ILUMINADO.

Naquele momento o mais belo por do sol   do planeta, guardadas as proporções da nossa humildade, começava a dar cores ao nosso Guaíba e, um facho de luz formando um sendero vermelho iluminou um pedaço de campo. O ponto exato do cabeceio de Don Elias.

Existem fotos e filmes daquele movimento e daquela luz.

Até o final dos tempos haverá este registro.

Daquele jogo a minha lembrança física era  o ingresso que guardei com carinho mas que se perdeu nas mudanças da vida.

O ingresso era minha relíquia.

Mas as relíquias não podem ser  de um único dono.

Daí convoco TODOS OS COLORADOS  para ajudar na campanha de guardar este momento  através de outra relíquia.

Desejo simplesmente que preservem a JANELA DO GOL ILUMINADO.

Uma janela simples de esquadria de ferro que ainda está ali sobre as cadeiras.

Apenas uma janela.

 A janela que permitiu que um raio de sol iluminasse o gol que mudou a história do nosso Clube.

O Estádio renovado é um presente  para a Maior Torcida mas pequenos pedaços ou relíquias podem ser preservadas.

Em 2075 quando torcedores passearem pelo estádio um dos pontos de parada será a  observação da janela, da sua luz imaginária com foco no Figueroa e, ainda que a nova cobertura traga outras luzes, outros ventos, outros sons, a janela será um portal que unirá as gerações vermelhas.

É isto: Preservem aquela janela.


Vitor Saydelles
Sócio colorado desde 1997, sob a matrícula nº 8970.00, é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, advogando desde 1986. Conselheiro do Sport Club Internacional.

“A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas”. Mario Quintana. 

Twitter: @vitorsaydelles

Pau na concorrência!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

2013: a travessia da conquista colorada

Começa o nosso 2013! Um ano transcendental na história do Inter, um ano de travessia. Ao longo do ano, nosso clube estará jogando longe do Beira-Rio. Enquanto máquinas e trabalhadores estiverem reerguendo este que vai ser o mais estruturado complexo de futebol entre clubes brasileiros, teremos os certames do ano para enfrentar e vencer. Conquistar campeonatos é um vício do qual nunca vamos nos libertar. E novamente, nada, absolutamente nada será conseguido sem a unidade e a força que a nação colorada já deu sobradas e repetidas vezes ser capaz.


Com todo respeito aos demais estádios do Brasil, seja pela potencialidade de exploração que o Novo Beira-Rio vai nos proporcionar, seja por sua posição geográfica inigualável, talvez no mundo, nosso Gigante será incomparável, um marco na vida do Sport Club Internacional, que pela segunda vez em sua história abrigará uma Copa do Mundo.

Ao longo da campanha presidencial insisti que o Inter não precisava ser reinventado, que já havíamos mostrado ao Rio Grande, ao Brasil, a América e ao Mundo que sabemos como fazer um futebol forte e vencedor. E isso passa por uma estrutura que valorize a base, coesa em seu comando e com investimentos responsáveis, que antes da pirotecnia e do individualismo privilegie o coletivo, com atletas e profissionais que saibam bem a dimensão e exigências desta fabulosa maquina vermelha de jogar futebol.

O ano é emblemático, é desafiador! Que a diretoria tenha acerto em suas escolhas, que tenha capacidade de uma conversa franca e clara com os colorados convocando todos para a batalha, sem vaidades nem busca por holofotes. Que inauguremos o Novo Beira-Rio com 150 mil sócios! O momento de estar ao lado do Clube é esse, com paixão e coloradismo! A hora é nossa, requer mobilização e eu não tenho duvidas que a Nação saberá fazer sua parte!

Sandro Farias

Conselheiro do Internacional desde 1998, participante do Comitê de Finanças da Gestão 2000/2001, bem como assessor da vice-presidência de Finanças e da presidência desse período. Bacharel em Direito, Ciências Contábeis e com Pós Graduação em Finanças, atua na área de Direito Tributário. É sócio contribuinte e indicado candidato à presidência do Clube em 2010 e 2012. Primeiro coordenador-geral do Convergência Colorada no período de transição e atual coordenador. Liderou o processo interno de produção do Plano de Gestão 2011-2012 e 2013-2014.

Ainda pelo Clube, colaborou na elaboração e apresentação no Conselho do orçamento de 2000/2001, relatórios de Prestação de Contas do período e na elaboração de Caderno de Estudos fundamentando postulação junto a Conmebol e CBF dos critérios para a Mercosul 2000/2001. Em 2008 participou da Comissão Eleitoral e foi conselheiro da FECI para aquele biênio. Foi membro do Grupo de Planejamento Estratégico 2009-2019 do Inter e participou da elaboração do relatório sobre isenção de tributação municipal do projeto Gigante Para Sempre. 


Twitter: @SandroSFarias
Facebook: sandro.farias.50

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Qual é a desse fair play financeiro?


Nesta quinta-feira, 27/12, tem reunião do Conselho Deliberativo do Inter. Será a minha primeira como conselheiro assim como de muitos dos eleitos. Pois, sim, mesmo que as chapas inscritas na eleição que passaram a cláusula dos 15% dos votos já tivessem representatividade, elas trazem muitos conselheiros novos querendo atuar pelo Inter. Só no Convergência Colorada são 20 novos conselheiros dos 48 eleitos nesta eleição. Renovação: renovam-se mandatos de conselheiros que já trabalham pelo Clube, juntamente com novas caras, novas ideias.

Na pauta desta reunião, apreciação e aprovação de suplementação orçamentária do exercício 2012 e proposta orçamentária para o ano de 2013. Recebi as peças em casa para leitura, o que fiz com atenção. É como pegar um trem já em andamento, não é simples. Em particular, facilitou-me um pouco por ter ainda como sócio assistido as sessões do Conselho. Ainda não sei exatamente em que medida pode ser comentado sobre o tema, muito veio a público às vésperas da última eleição. Por ora, vou apenas usar a pauta como gancho para tratar de um assunto relacionado e que vem lá da Europa: o fair play financeiro.

Basicamente, o fair play financeiro é um sistema de controle das finanças dos clubes, para verificar se cumprem os requisitos de participação nas competições organizadas pela Uefa. Isto é, os clubes europeus não poderem ter despesas superiores às receitas no conjunto das três últimas temporadas. A ideia é acabar com a vantagem desmedida de clubes com donos bilionários e proteger outros times do risco de falência por causa de gastos descontrolados. Veja aqui mais perguntas e respostas sobre o sistema.

O Chelsea, por exemplo, que em 2011/2012 teve seu primeiro ano de superávit desde que foi comprado pelo bilionário russo Roman Abramovich, terá que vender muita camisa e faturar alto com suas ações no mercado para que os R$ 61 milhões da compra do Oscar não afetem negativamente seu balanço.

Em setembro, a Uefa puniu 23 clubes de 14 países com a retenção de premiações. Entre os times da lista estão Atlético de Madrid, Málaga, Sporting e Fenerbahce. Segundo a entidade, a investigação identificou a existência de dívidas relevantes para com outros clubes e/ou para com funcionários e/ou referentes a impostos e taxas sociais nestes 23 casos. Já em novembro, concluiu-se as investigações e foram pagos os prêmios a 16 clubes (Sporting, por exemplo), mantendo sete sob averiguação — e juntando outros dois clubes a essa lista.

Agora, na última semana, a Uefa pagou as restantes premiações que tinham sido retidas, mas também multou os clubes. O Málaga terá de pagar 300 mil euros. Mas o furo foi mais embaixo. O Málaga foi o primeiro clube a ser punido com a exclusão de uma próxima participação em torneios da entidade (Liga dos Campeões ou Liga Europa) entre 2013-14 e 2016-17. A Uefa deixa em aberto a possibilidade de acrescentar uma segunda época à sanção, caso o Málaga não prove, até 31 de Março do próximo ano, que não tem dívidas a outros clubes, a funcionários ou às finanças.

Os outros clubes castigados: os romenos Rapid Bucareste e Dínamo Bucareste, os sérvio Partizan Belgrado e Vojvodina, os croatas NK Osijek e Hajduk Split e o ucraniano Arsenal Kiev.

O Málaga, naturalmente, esperneou. Considerou o castigo injusto e ‘exemplar’ para que se tenha um ‘bode expiatório’. O clube que hoje pertence ao sheik Abdullah Al Thani, membro da família real do Qatar, conta até com um manifesto feito por seus torcedores, assinado inclusive pelo ator Antonio Banderas

A esta altura, o Sr. Barriga já estaria dizendo "deixe de desculpas e pague suas dívidas, Málaga". Mas daí vem o jornal alemão Bild e afirma que o Paris Saint-Germain só não sofreu uma fiscalização mais dura da Uefa porque o filho do Michel Platini é diretor na Europa do grupo que é proprietário do PSG.


O clube francês comprado pela Qatar Sports Investment do sheik Tamin Bin Hamad Al Thani em 2011 anunciou um acordo de patrocínio até 2016 com o Qatar Tourism Authority no valor anual de 150 milhões de euros e muitos desconfiam que o aporte financeiro seria uma forma de burlar a legislação da Uefa.

Ainda segundo o Bild, que procurou representantes do Bayern de Munique e do Borussia Dortmund, os clubes alemães estão atentos ao caso do PSG, que já  gastou 137 milhões de euros em contratações como as de Ibrahimovic e Thiago Silva e, para se adequar ao Fair play, o clube precisaria arrecadar mais de 90 milhões de euros, valor improvável segundo os presidentes de clubes da Bundesliga. Só com o salário de Zlatan Ibrahimovic, são cerca de 14 milhões de euros por ano.

Esses sheiks... Em julho de 2011, já havia desconfiança. Um contrato de 400 milhões de libras entre o Manchester City e a Etihad, companhia aérea situada em Abu Dhabi, de onde também é o consórcio liderado pelo sheik Mansour bin Zayed al Nahyan que adquiriu o clube em 2008. "O que impediria os donos dos clubes de inflar contratos de patrocínio ou comprar produtos superfaturados para maquiar os balanços a serem apresentados à Uefa", já perguntava então o jornalista Leonardo Bertozzi.

E aí? Os Platinis estão mesmo aplicando ou são os alemães que estão fazendo pressão política na Uefa? Qual será o limite ($) dos sheiks no futebol? Conseguirão o Málaga e os outros nanicos pagarem suas dívidas? E o Inter: manterá superavit em 2013? Essas são cenas dos próximos capítulos.


Alvaro Bueno 
Sócio colorado número 068896.00, eleito conselheiro em 2012. Graduado em Relações Públicas e Jornalismo com MBA em Jornalismo Empresarial, é sócio-diretor de uma agência de assessoria de imprensa e auditoria de imagem. 

Twitter: @alvarobueno
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"O povo fez o Inter!"